

[Segunda-feira, Dezembro 31, 2007]
Muito dinheiro no bolso
Em 2007, eu aprendi que as aparências enganam. Aprendi que não devemos julgar as pessoas pelo que elas fazem, mas pelo que são. Aprendi que tempo e distância não significam nada. Aprendi (dolorosamente, mas aprendi) que quando conhecemos pessoas especiais, devemos dizer isso a elas antes que a gente não possa mais falar e antes que elas não possam mais escutar. Aprendi que a vida não é curta; ela só é apressada demais. Nesse ano eu também fiz muita merda, mas aprendi um monte de coisas com cada uma delas. Aprendi que ser boazinha demais é burrice. Aprendi que o caminho mais fácil nem sempre é a melhor saída. Aprendi que mentiras bem ou mal-administradas causam danos irreversíveis. Aprendi que as melhores coisas da vida são as que não precisam de nada para acontecer. Aprendi que os nossos maiores tesouros estão escondidos dentro de nós e que nossas maiores dúvidas não são nem um pouco complexas. Aprendi que oficina mecânica é igual a hospital: você chega lá com um problema e descobre que tem outro. Aprendi que a lua, as estrelas e o sol são os mesmos em qualquer lugar do mundo. Aprendi que este instante presente acaba de virar passado. Aprendi que mesmo caindo, tropeçando nas coisas e pegando ônibus errado a minha vida é e continua linda. Porque a beleza está nos olhos de quem enxerga com o coração; não importa o seu grau de miopia.
Então, que em 2008 você consiga enxergar a beleza da vida além do óbvio. Se não conseguir, procure um cardiologista, pois o problema é mais sério do que você pensa. Ah, e Feliz Ano Novo.
Por: Mim às 11:40
[Domingo, Dezembro 30, 2007]
Infernos
- Caramba, que motorista maluco! Ele está voando!
- Parece que vai entregar carta ao diabo.
- O sinal vai fechar, afff.
- Que barulho horrível é esse?
- É barulho de have, vovó.
- Barulho de rêive? O que é isso?
- Have é música de discoteca, vovó, bem alta.
- E tá vindo de onde? Não tem discoteca aqui perto.
- Tá vindo desse carro aí do lado.
- Discoteca no carro? Qual carro?
- Esse aí.
- Qual?
- O que vai entregar a carta ao diabo.
- Ele vai chegar no inferno fazendo um barulhão.
- Barulhão mesmo.
- O diabo vai dar um pulo da rede.
- O diabo tem rede, vovó?
- Tem.
- Tá bom.
Nada como uma avó do lado pra desestressar no trânsito infernal.
Aliás, se o trânsito está um inferno, o motorista apressadinho nem precisava ir tão rápido, nem muito longe, pra achar quem ele tava procurando.
Por: Mim às 21:33
[Sábado, Dezembro 29, 2007]
Cruzadas
- Pássaro que salta quando canta. Com 5 letras.
- Beija-flor.
- Com CINCO letrassssss.
- Dá uma dica.
- Começa com T.
- Canário.
- Ah, esquece.
É melhor brincar sozinha.
Quem quiser saber... A resposta era Tiziu.
Por: Mim às 13:43
[Quinta-feira, Dezembro 27, 2007]
Chuva de verão
Se o tempo também estiver fechado aí onde você está, nada impede que você abra um livro ou abra uma revista de passatempos. Nada impede que você abra a janela do seu quarto e abra os olhos pra ver como um dia nublado pode ser tão bonito. Nada impede que você abra aquele velho caderno de anotações e dê risada das besteiras que você mesmo escreveu no passado. Nada impede que você abra uma gaveta qualquer e tire tudo que tem dentro até achar algo interessante. Nada impede que você abra todas as cartinhas que já recebeu e guardou com tanto carinho e releia uma a uma para saber, mais uma vez, o quanto é querido. Nada impede que você abra um álbum de fotografias e se lembre de cada momento inesquecível que mereceu um flash. Nada impede que você abra sua parede da memória, arranque os quadros manchados e mantenha sua galeria em ordem. E sorria. Sorria bem muito. Não existe tempo fechado que impeça alguém de abrir a cabeça e aquele sorriso. Porque tempo ruim, pra mim, é sinônimo de dia bom [e gostoso]. Por isso vou fazer uma panelada de brigadeiro. Alguém quer?
Por: Mim às 17:30
[Quarta-feira, Dezembro 26, 2007]
Pestinhas
- Amiga, eu tenho tanta saudade da época que a gente estudava juntas.
- Era tão divertido, né? A gente aprontava demais.
- Lembra do dia que a gente colou um chiclete no cabelo de Sandrelle?
- Lembro.
- Depois a gente teve pena e cortou o pedaço do cabelo antes que ela visse.
- Não sei o que foi pior, colar o chiclete ou cortar o cabelo da coitada.
- Lembra do dia que a gente colocou uma barata na cadeira daquela menina?
- Lembro. Ela ficou morrendo de ódio da gente.
- Meuuu. Agora que eu estou percebendo! A gente era má.
Isso sem falar nos papéis com os dizeres "me chute" que colamos nas costas dos meninos chatos; o catchup que jogamos do primeiro andar na camisa de Melk; os cadernos e as mochilas da galera que a gente trocava de lugar na hora do recreio; as vezes que a professora perguntava "dúvida?" e a gente respondia cantando: "Dúvida por que? Detergente é Ipê" e a professora só faltava matar a gente; e mais um monte de incontáveis histórias e presepadas que fizeram a minha vida escolar e a minha infância serem muito mais divertidas. Saudades de tudo que passou. Saudades de tudo que não vai mais voltar. Saudades de tudo de bom que a vida me deu e que a própria vida se encarregou de tirar. Saudades.
Por: Mim às 16:30
[Terça-feira, Dezembro 25, 2007]
Mas que beleza
Garganta doendo. Nariz escorrendo. Um bicho mordeu meu pé, que agora está roxo e horrível. Não comi a torta gelada de maçã que passei a manhã fazendo. Papai Noel deu um Shrek de presente ao meu irmão, mas o bom velhinho esqueceu de mim esse ano. Loquei 3 filmes ruins; foram os únicos que sobraram na locadora. Me irritei com o italianês da Missa do Galo. Passei pomada duas vezes no meu pé. Tomei 4 comprimidos para rinite alérgica. De madrugada, assisti Central do Brasil pela 47ª vez. Minha revista de palavras-cruzadas acabou. Ninguém na internet pra conversar comigo. Só me restou deitar, olhar pra o teto e esperar o sono chegar. Assim foi o meu querido natal em casa: doente, demente e impaciente. Ho ho ho aatchim. Desculpem.
Por: Mim às 12:39
[Domingo, Dezembro 23, 2007]
O desperdício do natal
Está chegando o dia do desperdício universal. Neste dia, o mundo inteiro se une com um único propósito: Desperdiçar. Desperdiçamos beijos, abraços e sorrisos. Beijamos, abraçamos e sorrimos para a maioria das pessoas por obrigação, e não porque realmente queremos. Desperdiçamos tempo no salão de beleza fazendo as unhas e arrumando o cabelo. Desperdiçamos dinheiro comprando presentes para parentes, amigos, vizinhos e ainda para aquele colega chato do trabalho, que tiramos no amigo oculto. Desperdiçamos comida; toneladas e mais toneladas de tudo que sobra da nossa ceia farta, enquanto tanta gente passa fome. Desperdiçamos tudo que aprendemos e vimos no jornal ultimamente sobre ecologia. Dane-se o aquecimento global. Desperdiçamos energia elétrica. Basta olhar a absurda quantidade de luzinhas piscando nas ávores, nas paredes, nos tetos e nas janelas. Desperdiçamos papel. Imagine quanto papel de presente e embrulho é jogado fora nesse dia. Por fim, desperdiçamos a magia que o natal deveria representar. Desperdiçamos as palavras 'feliz natal', repetidas automaticamente, sem saber ao menos o que significam. A festa simples, que deveria celebrar o nascimento de um menino simples, se tranformou num luxuoso departamento comercial de importados, onde até o papai noel não trabalha mais de graça. Onde o vinho é italiano; o bacalhau é da Noruega e onde até o queijo tem que ser do Reino.
Por: Mim às 11:28
[Sexta-feira, Dezembro 21, 2007]
Adote uma carta
Cartinha que eu adotei hoje, lá no correio:
[Quinta-feira, Dezembro 20, 2007]
Trote imbecil
- Alô.
- Oi, de quem é esse telefone?
- É meu. Por que?
- Por nada.
- Quem fala?
- Eu. Por que?
- Por nada. Você me ligou.
- Liguei.
- Pra quê?
- Pra nada.
- Afff, quem é que tá falan.....?
[Desligou]
As pessoas não sabem mais nem passar trote hoje em dia, afff.
Por: Mim às 18:48
[Quarta-feira, Dezembro 19, 2007]
Gringos
Eu adoro saber inglês só pela metade. Eu me divirto tanto, tanto.
Só eu sei como foi conversar com uns americanos que conheci na viagem. Parecia a brincadeira da mímica.
Pra dizer: "Nossa! que elevador rápido!", eu precisei apontar para o elevador, balançar a mão pra cima e pra baixo, e dizer: "Fast".
É que eu não sei dizer elevador em inglês. E Fast eu sei que é de fast-food. hahah. E o cara entendeu e ainda respondeu: "Oh, Yeah, very fast".
E eu e minha irmã, outra analfabeta em inglês, ainda fizemos quatro americanos cantarem o alfabeto: "Ei, bi, ci, di, i, ef and gi. Eich, ai, gei, kiu, el, em, en, o, pi..." Parecia o jardim da infância.
O que eu entendi é que os gringos vieram da Inglaterra (England) conhecer o Brasil num cruzeiro pelo Oceano Atlântico, estão adorando o calor, amam Mc' Donalds e odeiam sushi.
Foi tão divertidooo. E hoje tenho certeza que se eu terminar o meu curso de inglês, vai perder toda a graça.
Por: Mim às 10:27
[Terça-feira, Dezembro 18, 2007]
Os bons morrem jovens
Não faltam palavras. Elas existem, só não saem quando devem sair. Não saem para as pessoas que devem ouvir. Não saem pelas razões que devem representar. Por favor, não façam com suas palavras a mesma coisa que eu ainda insisto em fazer com as minhas. Se conhece pessoas especiais, diga isso a elas. Se já disse, diga de novo. Antes que você não possa mais falar. Antes que elas não possam mais escutar. Eu tenho um amigo que acaba de virar um anjinho lá no céu. Descanse em paz, Fábio. Ainda não dá pra acreditar, mas é como a letra daquela música: "Os bons morrem jovens". Vou indo porque eu tenho dezenas de parentes e amigos que precisam saber, agora mesmo, em vida, o quanto eu gosto deles.
Por: Mim às 12:48
[Segunda-feira, Dezembro 17, 2007]
Procura-se... o que fazer
O ócio que me fez assistir a oito filmes nesse final de semana é o mesmo ócio que me fez responder duas revistas de palavras cruzadas em menos de três horas. O ócio que me fez fazer vários penteados no cabelo e depois desmanchar tudo é o mesmo ócio que me fez contar 4 vezes uma história de Olívia e Popeye ao meu irmão pequeno. O ócio que me fez ler todos os meus e-mails velhos é o mesmo ócio que me fez atualizar o orkut, fotolog, blog e ainda mandar e-mail de feliz natal adiantado pra todo mundo. Droga, ainda sobrou tempo. Deixa... vou dedicar esse tempo que sobrou ao meu mais novo amigo, o ócio.
Por: Mim às 09:51
[Sábado, Dezembro 15, 2007]
A bolsa dos presentes
Vou matar a curiosidade de vocês, revelando o que aconteceu com a bolsa esquecida no avião há 4 dias. Terça-feira eu saí do aeroporto sem esperança de recuperar a bolsa com os presentes, mas esperei a ligação da Gol. Eis que quinta-feira, numa bela tarde de sol, eu estava no cabeleireiro e o meu celular tocou:
- Oi, senhora Teresa?
- É ela.
- Aqui é o Walter da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, blá blá blá.
- Oi Walter. [Quase fiz uma pegadinha, dizendo "ligue djá"]
- Senhora Teresa, sua bagagem de mão chega hoje ao Recife.
- Ebaaa. Como eu faço pra pegar?
- Vá ao guichê da Gol e, em seguida, dirija-se aos achados e perdidos.
Ok. Fui ao aeroporto morta de vergonha, toda arrumada porque eu ia pra uma formatura. Após todo mundo olhar minha roupa de desfile, chegou minha vez na fila do guichê. Consegui recuperar a bolsa, contrariando a maioria dos comentários, que responderam 'letra E': "Que bolsa?". Vocês acharam que eu nunca mais veria a bolsa, né?! O lado bom foi descobrir que ainda existem pessoas honestas no mundo. O lado ruim é que não pediram nem o meu bilhete, nem o meu RG, antes de me entregarem a bolsa. Ou seja, qualquer um que chegasse lá e dissesse que era dono e proprietário da bolsa, levaria meus presentes para casa.
Ainda bem que eu cheguei primeiro!
Por: Mim às 14:58
[Sexta-feira, Dezembro 14, 2007]
Achados e perdidos
- Moço, como eu faço pra pegar de volta uma bolsa que esqueci no avião?
- Qual o número do vôo?
- 1818, Rio - Recife.
- Senhora, esse vôo era só escala aqui em Recife e acabou de decolar.
- Decolar? Decolar pra onde?
- Para João Pessoa.
- Putzzzzz. E agora?
- Qual o nome que você colocou na sua bagagem de mão?
- Putzzzzzzzz. Não tem nome nenhum.
- Qual a cor da bolsa?
- Azul.
- Tinha o quê dentro?
- Presentes.
- Mandei uma mensagem para a tripulação.
- Tá, e o que eu faço agora?
- Se encontrarem, eles enviam para Recife amanhã mesmo e eu ligo pra você. - Ok. Vou ficar aguardando.
Isso foi há 3 dias. Agora eu pergunto: O que vocês acham que aconteceu depois disso?
a) Encontraram a bolsa e mandaram pra Recife.
b) Encontraram, mas ainda não mandaram.
c) Mandaram, mas não me entregaram porque a bolsa estava sem nome.
d) Me entregaram sem nem confirmar se eu era mesmo a dona da bolsa.
e) Que bolsa?
Resposta no próximo post.
Por: Mim às 10:19
[Quarta-feira, Dezembro 12, 2007]
Retardo
- Que biquini lindo. Quando custa?
- R$ 42,00
- Só tem essa cor?
- Só.
- Quando vai chegar mais cores?
- Não sei. Qual é o teu número?
- 38.
- Não. O número do teu telefone pra eu te avisar quando chegar mais.
- Ah... é oito, oito, oito, sete, zero, sete...
- Ok.
- Vou indo.
- Espera. Qual é o teu número mesmo?
- Oito, oito, oito, sete...
- Não. O número do manequim.
- Ah, 38.
- Tá ok.
- Tchau.
Esses vendedores retardam cada vez mais a minha capacidade de entender as coisas.
Mudando de cachimbo pra língua-de-sogra, meus últimos meses se resumem em: 'na trave'. Apesar de eu não jogar futebol nem handebol, tudo, absolutamente tudo, tem sido 'na trave'. Só não sei quantas traves terei que acertar até conseguir balançar uma rede. Bem, o que importa é que mesmo 'na trave', a torcida é fiel e nunca para de fazer 'Ôlaaa' para as minhas jogadas.
Ah, o Caneta Vazia ganhou mais um presentinho da Jaya. Obrigada!!!
Agora eu dou de presente o selo para:
Esferográfica azul
Marta entre parênteses
Baseado em fatos reais
Por: Mim às 22:46
[Terça-feira, Dezembro 11, 2007]
Enfim, minha cama
Eu não vou a Paris, hahaha, mas estou muito, muito happy pelos meus três novos amigos que vão: Breno, Rodrigo e Nara... eles mereceram! E eu amei a viagem ao Rio, tirei 388456639 fotos e ainda fiz um montão de amigos; parece até que eu conhecia eles de infância. Cada um de um estado diferente desse brasilzão grandão. Sem falar que conheci a Academia Brasileira de Letras. Aiiiiiii, como estou happy... muito muito happy! Ser co-autora de um livro em 3 idiomas, pra 191 países, é uma honra enorme pra mim. E saber que de 41.329 eu estou entre os 20 melhores textos, putz. Ainda não acredito. Depois coloco a foto do meu livro aqui. Sim, porque eu posso dizer que ele também é meu. E esses 5 dias foram lindos, lindos, lindos. Tirando os atrasos no aeroporto, a sacola de presentes que esquecemos lá e a água mineral do hotel que custava R$ 4,00, foi tudo perfeito; a vista da janela pra Copacabana compensou qualquer água de R$ 4,00.
Ah, amiguinhos que deixaram recadinhos lindos aqui, obrigada pela torcida; amo-vos! hehehe. E um beijinho pra todos os meus novos amigos que fiz por lá (de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais e, claro, Pernambuco), adorei cada um deles de uma forma especial. Já estou com saudades deles.
Eu sei que todos, todos esses 100 universitários co-autores do livro serão os novos escritores de amanhã. Disso eu tenho certeza. Parabéns pra todo mundo; para os que vão e para os que ficam. Êêê.
Agora tudo que eu quero é dormir na minha caminha. É bom voltar pra casa.
É bom ver vocês de novo!
Por: Mim às 19:22
[Quinta-feira, Dezembro 06, 2007]
De malas prontas
Ahaaaaaaaa
Amanhã, até que enfim, eu viajo hahaha. Só assim as pessoas vão parar com as piadinhas do tipo: "Cuidado pra não encontrar uma bala perdida por lá", ou então "Traz a cereja do Pão de Açúcar pra mim", ou ainda "Cuidado com a Tropa de Elite, visse".
Bem, mas ao contrário do que vocês devem estar pensando, eu não vou ao Rio de Janeiro para passear. Quem quiser saber o que eu vou fazer no Rio, CLIQUE AQUI.
Beijos, queridos e queridas.
Por: Mim às 22:27
[Quarta-feira, Dezembro 05, 2007]
Conversa inútil da semana
- Eu comprei um shampoo de morango que é tão cheiroso!
- O que eu estou usando também é.
- De morango?
- Não. Cheiroso.
- Ah... Que bom!
- Pois é.
Por: Mim às 22:29
Momento Lulu
[Terça-feira, Dezembro 04, 2007]
Insanidade do sono
[Domingo, Dezembro 02, 2007]
Lendo e aprendendo
[Sábado, Dezembro 01, 2007]
Qual é o seu churrasco?
Ontem eu comprei tanta coisa, que até a operadora do meu cartão de crédito achou estranho e me ligou pra saber se meu cartão tinha sido roubado:
- Senhora Teresa? Aqui é da operadora do seu cartão de crédito.
- Ah, pode falar.
- Estou ligando para saber se seu cartão encontra-se com a senhora.
- Claro que se encontra. Eu estou comprando com ele.
- Este é um serviço para sua segurança, em caso de perda ou roubo.
- Sim, e daí?
- A senhora confirma que encontra-se com o cartão?
- Caramba, eu já disse que sim.
- Eu falo com a senhora Teresa? Preciso confirmar alguns dados.
- Sou eu sim: Teresaaaaa. RG tal, CPF tal, data de nascimento é 11 de maio.
- A senhora confirma que realizou 6 compras nos últimos 45 minutos?
- Deixa eu ver... [contando as sacolas] uma, duas, três, quatro, cinco, seis!
- Confirma?
- Seis! Confirmo. [Que record!]
- Obrigada pela confirmação, senhora Teresa.
- Viu que eu não roubei meu próprio cartão, viu?
- Isso é para sua segurança, pois a senhora realizou muitas compras em um curto período de tempo.
- Tá, tá, tá.
- Boa tarde, senhora Teresa. E boas compras.
Depois ainda fiz mais três compras e encerrei o dia feliz. Sabe como é, né? Mulher + shopping + vitrines + cartão de crédito = Festa!
Por: Mim às 00:07
Um dos distúrbios psíquicos que mais me afetam (sim, pode crer que eu tenho vários) é a insanidade do sono. Eu nem sei se esse termo existe, mas eu denomino assim. É incrível a minha capacidade de sonhar as maiores merdas do momento. A última babaquice que sonhei foi essa semana. Pasmem, eu recebi uma mensagem de texto SMS de Carlos Daniel Bracho. O próprio, de A Usurpadora (tãnãnã, esperando por tu amorrr, la usurpadora, tãnãnã...). A novela [Inééédita no SBT] é mais velha do que o rascunho da Bíblia. Bem, na mensagem Carlos Daniel me dizia que recebeu não sei o quê, que eu havia mandado. Oh, my God. O meu remédio não está mais fazendo efeito mesmo. E como diria minha avó: "O doutor garantiu, mas repetiu".
Tem dias que dá medo de dormir porque o meu subconsciente me assusta.
Por: Mim às 00:03
O Jéu me passou esse meme que, afinal, é sobre uma das coisas que eu mais gosto: ler. Tive que escolher 5 livros que li e postar aqui (Ufa! Deu trabalho escolher. Não coloquei best-sellers atuais porque eles já encheram o saco). Bem, eu acredito que com cada livro que a gente lê, a gente aprende uma coisa nova. Aí vão meus 5 indicados e as 5 coisas que aprendi com eles:
Uma vida interrompida (Alice Sebold)
O livro começa com o assassinato de uma menina. Ela é quem narra toda a história, do início ao fim. O livro faz uma reflexão sobre como superar a perda trágica de quem a gente ama. Cada página provoca sentimentos antagônicos, como alegria e tristeza, amor e vingança. É lindo. Com esse livro eu aprendi que "O tempo não faz a gente esquecer os sofrimentos, só faz a gente lembrar deles de maneiras diferentes".
As boas mulheres da China (Xinran)
Emocionante. E mais: eu diria que é chocante! O livro conta histórias absolutamente marcantes e reais de mulheres da China moderna. Recheado de emoções, o livro nos leva para um mundo de sentimentos reprimidos e sofrimentos que se transformam em verdadeiras lições de vida. Com ele, entre outras coisas, aprendi que "sem a primavera, as flores não podem desabrochar".
A vida secreta das abelhas (Sue Monk Kidd)
Nesse livro a gente se sente uma abelhinha bisbilhotando a vida secreta da personagem principal. Livro cheio de emoção que faz a gente parar para pensar nos verdadeiros valores da família. Dá vontade de rir com a inocência da menina e chorar com o sofrimento dela. Com o livro, eu aprendi que "O corpo sabe das coisas muito antes de até mesmo a cabeça percebê-las. O que mais será que o meu corpo sabe, que eu não sei?".
Esquecer o natal (John Grisham)
Preparado para dar boas risadas? A história contada aqui é desastradamente hilariante. Dá pra ler no sofá, no ônibus, no banco da praça ou na fila do supermercado. Só que vão achar que você é louco, pois você vai morrer de rir sozinho. Típica comédia americana. Foi best-seller e agora virou filme (Um natal muito, muito louco). Com o livro, aprendi que "O natal é mesmo um desperdício, mas pulá-lo é loucura".
Através do espelho (Jostein Gaarder)
Do mesmo autor de O mundo de Sofia. Esta é uma bela história de uma menina que, à beira da morte, era cheia de vida e sonhos; tão sábia quanto sua avó. Com o livro, aprendi que "Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão de como são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho, veríamos muito mais coisas. Porém não enxergaríamos mais a nós mesmos”.
Indico a brincadeira a quem quiser fazer. Depois desligue o PC e vá ler um livro
Por: Mim às 16:45
Hoje vocês vão entender a sutil diferença entre um churrasco de rico e um churrasco de pobre. É o seguinte:
No churrasco de rico, os convidados chegam sozinhos no seu próprio carro, as mulheres de calça jeans ou vestido básico; os homens de camisa polo e bermuda da Richards. As carnes são maminha, picanha, filé e carnes caras. As músicas são MPB, Caetano Veloso, Belchior, Biquini Cavadão, Legião Urbana ou música clássica. O ambiente é amplo, com tendas, mesas de madeira estilo indiano e uma enorme piscina onde ninguém toma banho. O som geralmente vem de um dos belíssimos carros estacionados no jardim florido da bela mansão. As pessoas são educadas e geralmente conversam sobre a situação política do país ou o aquecimento global, enquanto bebem vinho em suas taças de cristal.
No churrasco de pobre, os convidados chegam de busão ou chegam de chevette com mais 12 pessoas. As mulheres vão de saia bem curtinha e um tomara que caia aparecendo a marca de biquini. Isso sem falar no tamanco da djean ou azaléia. Os homens vão de bermuda surf e sem camisa por causa do calor. As carnes são asa de frango, coração e linguiça. As músicas são pagode: Exaltassamba, Belo, Katinguelê, Zeca Pagodinho e derivados. O ambiente é uma laje ou um fundo de quintal. As mulheres brigam pra caber todas embaixo daquele chuveirão, de roupa e tudo. O som vem de uma batucada ou de um toca CD comprado em 25 prestações nas Casas Bahia. As pessoas conversam muito alto sobre o chifre que a Jucicleide botou no marido Abinelson, com o dono do Bar 'Pinga de Ouro'. Enquanto isso, tomam Cerveja Frevo num copo descartável.
Entenderam?
Mas há quem diga que o de pobre é muito mais divertido; e deve ser mesmo.
Bem, seja lá qual for o seu churrasco, o que importa é se divertir.
Por: Mim às 16:26
•Teresa Roberta Soares
•19 anos
•Pernambucana
•Taurina, complicada e teimosa.
•Acho que não regulava bem das idéias quando escolhi jornalismo.
•Adoro artes plásticas e jujuba de morango.
•Odeio Geléia de mocotó e aulas no sábado.
E-mail: teresa_roberta@hotmail.com
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Esse blog é pra eu parar de gastar papel com besteiras.
Árvores são derrubadas pra fazer papel.